VR Advogados | FUNDAÇÃO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO E RELIGIÃO – IBDR!
16400
post-template-default,single,single-post,postid-16400,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-title-hidden,transparent_content,qode-theme-ver-12.1,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.4.2,vc_responsive

FUNDAÇÃO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE DIREITO E RELIGIÃO – IBDR!

 

Na quarta-feira, 21 de novembro, ocorreu no Centro Histórico e Cultural do Mackenzie (CHCM), no campus Higienópolis, a Assembleia Geral de Fundação do Instituto Brasileiro de Direito e Religião (IBDR), encontro fundador da entidade que congrega juristas, filósofos, cientistas sociais e econômicos, e teólogos em um think tank que nasce da tradição cristã de várias escolas de pensamento teológico que têm agendas comuns em pautas morais e também em influência da cultura.

 

 

 

Dr. Ives Gandra da SIlva Martins sendo eleito, por aclamação, como Presidente de Honra do IBDR.

Dr. Ives Gandra da Silva Martins assinando o Estatuto Social, recém aprovado pela AGE, do IBDR.

 

 

Na sequência da Assembleia, houve palestra de Ives Gandra Martins, professor emérito da Faculdade de Direito (FDir) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) e presidente de honra do Instituto. O evento contou também com o lançamento do livro Direito Religioso, dos autores Jean Marques Regina e Thiago Rafael Vieira.

 

Davi Charles Gomes, chanceler do Mackenzie e presidente do Conselho Deliberativo do IBDR, afirma que a ideia do Instituto é criar um grupo pensante que se propõe a fazer tanto a reflexão acadêmica como também permitir que seja traduzida para questões práticas, “fazendo esta ponte entre o Direito e religião na sociedade brasileira, se atentando a fatores importantes da constituição de qualquer sociedade e que raramente são considerados dessa forma, reunindo profissionais conceituados para discutir as relações e limitações de cada área”, completa.

Já o prof. Ives Gandra Martins, presidente de honra, pontua que a relevância do IBDR para o Brasil e para o mundo tende a crescer e que essa semente virá a florescer ao longo dos anos. “A relação mais importante nas sociedades na questão do Direito é a do homem com seu próprio criador. A Constituição foi fundada com base na lei de Deus, portanto, a questão jurídica é dependente dessa lei. E todos os poderes que temos são garantidos pela Constituição, que foi promulgada desta forma”, destaca.

 

Para o jurista, este direito mais fundamental não pode ser revogado a pretexto de um Estado laico. “Temos de entender que o Estado laico é aquele no qual as instituições públicas não se confundem com as religiosas, mas no qual as vozes religiosas também são preservadas no debate”.

 

Ives Gandra Martins lembra que mesmo os primeiros filósofos gregos, que são a base do Direto romano, já se balizavam nessa concepção do relacionamento do homem com seu criador. “A concepção dos últimos três séculos em considerar quem crê retrógrado e atrasado mostra que o ‘moderno’ às vezes é justamente o oposto disso, pois ignora as perguntas mais fundamentais e universais, perdendo a melhor capacidade humana, a de sondar e conjecturar sobre questões que nem sempre vemos ou temos comprovação imediata!”, enfatiza ele.

O jurista acrescenta ainda que que os valores e a dignidade humana preservados nas declarações de diretos humanos universais, por exemplo, descendem dos direitos religiosos, considerados de direito natural. “Temos o direto de crer em Deus e ter uma vida que transcende nossa própria existência. Me alegro com essa semente que é o IBDR, lançada com muito orgulho na casa onde fiz minha carreira acadêmica, o Mackenzie”, conclui.

 

Marcus Paulo Rycembel Boeira, jurista e também fundador do IBDR e membro do Comitê Científico da entidade, diz que o Instituto é, no fundo, um novo horizonte para o nosso país, no qual a racionalidade se encontra com a fé. “O Estado secular nos últimos 300 anos alimentou uma precariedade no conceito de lei, deixando-o raso demais. Na verdade, temos de lembrar que a lei e o Direito, em sua essência, convidam a formas boas de vida, devendo perseguir o bem e evitar o mal, buscando a regra e a medida dos atos humanos. São a participação do homem na lei eterna. Lei que convida a uma existência mais plena de sentido e de acordo com nossa natureza racional!”, pontua Boeira.

Essa confusão, de acordo com Boeira, ocorre porque somos tentados a ver a lei a partir das instituições, mas em âmbitos gerais ela nos leva a pensar na relação com Deus, com o próximo e com nós mesmos. “Quando nos analisamos a partir dessa perspectiva, vemos nossa vida com fim de sentido, com horizonte de propósito. Portanto, entre tantas missões do Instituto Brasileiro de Direito e Religião, temos a de restaurar a posição que a lei natural deve ocupar no debate público racional”.

 

O IBDR busca reunir um banco de dados robusto, produzir bastante material acadêmico e também investir na produção de material de impacto cultural. “Temos um fim acadêmico e o fim de ser um promotor cultural de ideias para o Brasil”, destaca o chanceler do Mackenzie.

Por fim, o Presidente do IBDR, Thiago Rafael Vieira, destacou, na Assembleia de Fundação, que “O Estado e a democracia encontram seus limites de atuação nos direitos fundamentais do homem, estes oriundos do Direito Natural, e é precisamente este Direito Natural que precisamos resgatar na sociedade brasileira, tanto acadêmica, quanto jurídica e política”, assevera.

 

A Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo do IBDR ficaram assim compostos:

PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO: Davi Charles Gomes;

SECRETÁRIO DO CONSELHO DELIBERATIVO: Franklin Ferreira;

PRESIDENTE: – Thiago Rafael Vieira;

1º VICE-PRESIDENTE INSTITUCIONAL: Angela Vidal da Silva Martins;

2º VICE-PRESIDENTE DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS: Jean Marques Regina;

3º VICE-PRESIDENTE ACADÊMICO: Marcelo Sampaio Soares de Azevedo;

4º VICE-PRESIDENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO: Augusto César Rocha Ventura;

1º SECRETÁRIO GERAL: Alex Catharino de Souza;

2º SECRETÁRIO GERAL: Valmir Nascimento Milomem Santos;

PRESIDENTE DE HONRA: Ives Gandra da Silva Martins.

 

Conselho Fiscal: Natammy Luana de Aguiar Bonissoni, Candido Alexandrino Barreto Neto e Warton Hertz de Oliveira.

 

O Conselho Científico do IBDR ficou composto da seguinte forma:

Angela Vidal da Silva Martins, Marcus Paulo Rycembel Boeira, Natammy Luana de Aguiar Bonissoni, Thomas Heimann, Francisco de Assis Razzo, Valmir Nascimento Milomem Santos e Vitor Pimentel Pereira.

 

Segue a relação de todos os membros fundadores:
Alex Catharino , Angela Vidal da Silva Martins, Antônio Cabrera, Augusto Ventura, Candido Alexandrino Barreto Neto, Davi Charles Gomes, David Teixeira Rezende, Euder Faber, Francisco Razzo, Franklin Ferreira, Ives Gandra da Silva Martins, Jean Marques Regina, Jeová Barros de Almeida Júnior, Jonas Madureira, José do Carmo Veiga, Marcus Paulo Rycembel Boeira, Marcelo Sampaio Soares de Azevedo, Natammy Luana de Aguiar Bonissoni, Paulo Seifert, Renato Vargens, Ricardo Rieth, Roberto Tambelini, Rogério Gandra Martins, Thiago Rafael Vieira, Tiago Santos, Thomas Heimann, Valmir Nascimento Milomem Santos, Vitor Pimentel Pereira e Warton Hertz.

Tão logo o Estatuto Social e ata de Fundação do IBDR sejam registrados, seu site deverá estar no ar.